segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cop-15 vai dar em alguma coisa?


O mundo pede socorro! O planeta está cada vez mais quente, as florestas estão cada vez mais raras, as águas cada vez mais escassaz, o clima cada vez mais doido e o homem cada vez mais burro! Mas, alguns estão tentando se redimir. Na onda da preservação do planeta, alguns homo sapiens estão aprendendo que, para continuarem vivos, precisam de um planeta vivo.

Manisfestações de lucidez são vistas por todas as partes. As crianças aprendem na escola sobre os problemas com a água do planeta e te xingam quando você esquece uma torneira aberta. Os pais começam, mesmo que a passos modestos, a ver que não precisam de tantas sacolas de supermercado e que podem levar apenas uma, de pano ou qualquer material do gênero, para as compras. E, os líderes mundiais passaram a incluir em suas pautas, os temas sustentabilidade e aquecimento global. Eles estão reunidos, desde a semana passada, em uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, para traçarem (ou, pelo menos, tentarem traçar) metas e um acordo sobre o clima mundial.

Em meio a protestos do Greenpeace e crises sobre quem vai pagar a conta pela poluição e emissão dos gases estufa (em maior parte, diga-se bem da verdade, pelos países desenvolvidos), a Organização das Nações Unidas (ONU) e seus líderes buscam uma solução e um acordo que possa tentar preservar o que nos restou de meio ambiente. Talvez o maior embate da conferência seja, justamente, o aquecimento global e quem vai pagar pelas astronômicas emissões de gases estufa na camada de ozônio. Os países apresentaram seus planos de controle de emissão de CO2 e, aí surgiu o primeiro problema. Alguns países apresentaram seus índices de contenção da emissão de carbono calculados com uma data-base dada pelo ano de 2005. Porém, a conferência mudou o tom e os cálculos tiveram e terão que ser refeitos a partir da data-base de 1990.

Outro problema surgiu quando os países mais pobres começaram a protestar contra terem de pagar pelo erro dos mais ricos ( e que mais emitem CO2) e entrarem no bolo e na mesma conta deles. Ontem (14) e por causa desse motivo, os países africanos se retiraram da discussão. Mas, acabaram por voltar atrás, não sem antes se reunirem com outros países do mesmo bloco (Brasil, China, Índia) e cobrarem ações mais radicais visando forçar os desenvolvidos a adotarem metas mais ousadas sobre o aquecimento global.

A pergunta que fica é: O acordo, mesmo com todos os seus impasses, irá sair? De acordo com o nosso ministro do meio ambiente, Carlos Minc, o acordo sai mas não como esperado. Mas, se serve de consolo, acho que a conferência já trouxe um grande ganho pois tornou o assunto ainda mais popular e acessível às pessoas. Trouxe e trará ganhos políticos para essa nossa terrinha brasileira, já que o assunto será (com certeza!) uma das pautas mais importantes nas eleições de 2010.

Agora, um fato curioso sobre a Conferência do Clima, lá na Dinamarca: segundo dados divulgados, a conferência gerará mais emissões de carbono que qualquer outra conferência anterior. O trabalho e o deslocamento de comissões e ativistas de quase 200 países participantes vão gerar cerca de 46,2 mil toneladas de dióxido de carbono, suficientes (adoro esses dados!) para encher 10 mil piscinas olímpicas. Daí, fiquei pensado (desculpem minha ignorância; não sou entendido nem nada): não é estranho que uma conferência que tem como objetivo discutir e bolar um acordo sobre o clima mundial seja uma abundante emissora de carbono?

Essa é a pergunta que deixo e, espero, que me seja positivamente respondida com um bom acordo vindo das lideranças mundiais em Copenhague!

Voltando aqui...

Estou de volta! Não estou dando satisfações por achar que o meu modesto blog é tão revelante que meus leitores (se eles existirem!) estão órfãos dos meus posts. Muito pelo contrário! Estou dando satisfações a mim mesmo, que me penalizo por não ter escrito nada de novo desde outubro.
Foi um semestre corrido na faculdade, com tantos trabalhos e coisas para planejar. Deixei passar muitos assuntos que pretendo retomar na medida do possível. Vamô que vamô!